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Copas que o Brasil venceu


1958 - SUÉCIA 08 a 29 de julho de 1958

O Brasil partiu para disputar a Copa de 1958 totalmente desacreditado. Afinal, havia carimbado o passaporte para a Suécia com alguma dificuldade nas eliminatórias: empatou com o Peru 1 a 1, em Lima, e ganhou por 1 a 0, no Maracanã. O número de seleções inscritas chegou a 53, representando todos os continentes. O maior desfalque em 58 foi o próprio Jules Rimet, considerado o pai de todas as Copas do Mundo, que morreu dois anos antes, em Paris, aos 83 anos. Os suecos foram testemunhas da primeira seleção a ser campeã fora de seu continente - o Brasil - acontecimento até hoje não igualado - e o despertar do maior gênio do futebol de todos os tempos - Pelé, na época um rapaz de 17 anos. Em sua primeira Copa, o garoto não se intimidou e foi decisivo na memorável conquista brasileira. 

Colocação final

1º lugar: Brasil
2º lugar: Suécia
3º lugar: França 

Artilheiro
Fontaine (França) com 13 gols 
1962 - CHILE: 30 de maio a 17 de julho

Em time que está ganhando não se mexe. Foi baseado neste célebre ditado que a seleção brasileira partiu para disputar o Copa do Mundo de 1962, realizada no Chile. Mantendo a base campeã do mundo na Suécia, a equipe agora dirigida por Aymoré Moreira, conquistou o seu segundo título mundial. A conquista foi comandada por Garrincha, que com a contusão de Pelé na partida contra Tchecoslováquia, ainda na primeira fase, transformou o ponta do Botafogo no grande astro daquela Copa. Tanto que ele foi um dos artilheiros da competição com quatro gols. O show de Garrincha foi tão fenomenal, que na semifinal contra o Chile - dono da casa - ele foi expulso e a absolvição no Tribunal da Fifa tornou possível a sua presença em campo na decisão contra os tchecos. Coisas de campeão, aliás bicampeão. 

Colocação final

1º lugar: Brasil
2º lugar: Tchecoslováquia
3º lugar: Chile 

Artilheiros
Artilheiros: Albert(Hungria), Ivanov(União Soviética), Jerkovic(Iugoslávia), Leonel Sanchez(Chile), Garrincha(Brasil) e Vavá(Brasil), todos com quatro(4) gols.
 

1970 - MÉXICO: 31 de maio a 21 de julho

Desacreditada. Esta é a melhor palavra para definir a seleção brasileira em seu embarque para o México, onde tentaria apagar da lembrança a trágica campanha de 1966 na Inglaterra, quando foi eliminada ainda na primeira fase. Sob o comando de João Saldanha, o Brasil se classificou com tranquilidade para a Copa do México, vencendo a Venezuela, Colômbia e o Paraguai nas eliminatórias. A entrada de Zagalo no lugar de Saldanha e as más atuações em amistosos preparatórios deixaram os torcedores brasileiros com dúvidas sobre a participação no Mundial de 1970. Para a felicidade de todos, esta imagem foi se desfazendo a cada atuação do Brasil em gramados mexicanos. 

Colocação final
1º lugar: Brasil
2º lugar: Itália
3º lugar: Alemanha Ocidental 

Artilheiro
Gerd Muller (Alemanha Ocidental) com 10 gols 

1994 - ESTADOS UNIDOS: 08 de junho a 11 de julho

Favoritismo. É com esta palavra que podemos definir o sentimento dos torcedores brasileiros antes da Copa de 1994, nos Estados Unidos. Mas nem sempre foi assim. É que a campanha irregular durante as eliminatórias, quando o Brasil sofreu a primeira derrota de sua história nesta fase, diante da Bolívia por dois a zero, em La Paz, colocou o trabalho do técnico Carlos Alberto Parreira em xeque. Neste período, o técnico sofreu críticas de todos os lados, que iam de torcedores a imprensa esportiva. A reviravolta se deu a partir do jogo de volta contra os bolivianos, em Recife. Foi nesta cidade que a seleção teve o seu primeiro fim de semana tranqüilo nas eliminatórias, onde os torcedores apoiaram sem hesitar a equipe comandada por Parreira. Após a goleada de 6 a 0 sobre a Bolívia, uma luz no fim do túnel começou a ser vista e o fantasma da desclassificação de uma Copa do Mundo, pela primeira vez na história, foi se desfazendo. Mas o grande o momento foi o jogo com o Uruguai no Maracanã. Esta partida marcou o retorno de Romário à Seleção Brasileira. E ele cumpriu o que prometera ao ser convocado: marcou os dois gols na vitória sobre o Uruguai que carimbou o passaporte brasileiro para a Copa nos Estados Unidos. Era o prenúncio de que o então atacante do Barcelona iria brilhar no Mundial. 

Colocação final
1º lugar: Brasil
2º lugar: Itália
3º lugar: Bulgária 

Artilheiro
Salenko (Rússia) com 6 gols
2002 - CORÉIA DO SUL e JAPÃO: 31 de maio a 30 de junho

O Mundial de 2002 foi organizado pela primeira vez por duas nações, Coréia do Sul e Japão, e terminou com a conquista do pentacampeonato pelo Brasil. A competição também marcou o retorno triunfal do atacante Ronaldo, que, nos quatro anos anteriores, passou por duas contusões graves em seu joelho e sofrera uma convulsão na última final de Copa.
Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, a Seleção, muito criticada pela imprensa brasileira por causa de seu jogo feio e forte na marcação, ficou conhecida como a "Família Felipão" pela união que o treinador alcançou com o grupo.
Na primeira fase, numa chave fácil, o Brasil passou por cima de Costa Rica, China e Turquia, para eliminar nas oitavas-de-final a Bélgica. Na fase seguinte, com um golaço de Ronaldinho, que minutos depois seria expulso, a Seleção venceu a Inglaterra por 2 a 1. Na semifinal um novo encontro com os turcos e outra vitória: 1 a 0.
A final foi entre Brasil e Alemanha. Com dois gols de Ronaldo, um na falha do goleiro Kahn, eleito o melhor jogador do torneio, a Seleção conquistou o penta e consagrou o estilo Scolari.
Ronaldo foi o artilheiro da competição, com oito gols, e o capitão Cafu se tornou o primeiro jogador a disputar três finais de Copa seguidas.
A Copa também marcou o vexame de três seleções tradicionais. A França, então campeã, e a Argentina, que realizou campanha extraordinária nas eliminatórias, foram eliminadas ainda na primeira fase, além de Portugal, que voltava a disputar uma Copa após 16 anos.
As boas surpresas ficaram por conta de Senegal, com seu futebol ofensivo, e o Paraguai, com sua ótima defesa. Até os donos da casa fizeram boas campanhas. Japão e Coréia do Sul ficaram em primeiro em seus grupos. O primeiro caiu nas oitavas diante da Turquia, e os sul-coreanos, com muita ajuda da arbitragem, eliminaram Itália e Espanha e só perderam para a Alemanha, na semifinal. 

Colocação final
1º lugar: Brasil
2º lugar: Alemanha
3º lugar: Turquia 

Artilheiro
Ronaldo (Brasil) com 8 gols.