Atividades Educativas. Atividades pedagógicas

O ritmo na poesia

Sempre é bom trabalhar poesias com as crianças. A melhor forma é começar com poesias que tenham ritmo.



Ritmo vem do grego Rhytmos e designa aquilo que flui, que se move, movimento regulado. O ritmo está inserido em tudo na nossa vida.

Nas artes, como na vida, o ritmo está presente. Vemos isso na música e no poema. Temos a nos reger vários ritmos biológicos que estão sujeitas a evoluções rítmicas como o dos batimentos cardíacos, da respiração, do sono e vigília, etc. Até no andar temos um ritmo próprio.

Conceito

Ritmo é o tempo que demora a repetir-se um qualquer fenômeno repetitivo, mas a palavra é normalmente usada para falar do ritmo quando associado à música, à dança, ou a parte da poesia, onde designa a variação (explícita ou implícita) da duração de sons com o tempo. Quando se rege por regras, chama-se métrica. O estudo do ritmo, entoação e intensidade do discurso chama-se prosódia e é um tópico pertencente à linguística. Na música, todos os instrumentistas lidam com o ritmo, mas é freqüentemente encarado como o domínio principal dos bateristas e percussionistas.

Segundo alguns autores, os conceitos de ritmo podem variar.

* Para Berge o ritmo é uma lei universal a que tudo submete.
* Dalcroze o caracteriza como princípio vital e movimento.
* Platão sistematiza o ritmo, colocando-o como definição de movimento ordenado.

Importância

A rítmica é uma ciência do ritmo que objetiva desenvolver e harmonizar as funções motoras e regrar os movimentos corporais no tempo e no espaço, aprimorando o ritmo.

Embasado-se nestes conceitos, fica clara a importância que o ritmo tem na nossa vida, tanto através de influências tanto externas quanto internas. O desenvolvimento e aperfeiçoamento do mesmo torna-se muito importante, pois o ser humano é dependente do ritmo para todas as atividades que for realizar, como na vida diária, profissional, desportiva e de lazer.

Na educação infantil (alfabetização), é uma habilidade importante, pois dá à criança a noção de duração e sucessão, no que diz respeito à percepção dos sons no tempo. A falta de habilidade rítmica pode causar uma leitura lenta, silabada, com pontuação e entonação inadequadas.

O ritmo é de grande importância para os professores de Educação Física, pois ele se reflete diretamente na formação básica e técnica, na criatividade e na educação de movimento.

O ritmo pode ser individual (ritmo próprio), grupal (caracterizado muito bem pela dança, o nado sincronizado e por uma série de atividades por equipe), mecânico (uniforme, que não varia), disciplinado (condicionamento de um ritmo predeterminado), natural (ritmo biológico), espontâneo (realizado livremente) e refletido (reflexão sobre a temática realizada), todas estas variações de ritmo podem ser trabalhadas na escola com diferentes atividades.

O ritmo é a pulsação da música. Sem ritmo não há música

Objetivos

* Desenvolver a capacidade física dos educandos assim como a saúde e a qualidade de vida.
* Propiciar a descoberta do próprio corpo e de suas possibilidades de movimento.
* Desenvolver o ritmo natural.
* Possibilitar o desenvolvimento da criatividade para descoberta do estilo pessoal.
* Despertar sentido de cooperação, solidariedade, comunicação, liderança e entrosamento através de trabalho em grupo.

Funções

* Auxiliar a incorporação técnica.
* Estimular a atividade.
* Determinar qualidade, melhor domínio e a liberdade de movimento propiciando a sua realização com naturalidade.
* Permitir a vivência total do movimento.
* Incentivar a economia de trabalho retardando a fadiga e aumentando resultados.
* Reforçar a memória.
* Facilitar a expressão total.
* Criar hábitos de disciplina e atitudes.
* Aperfeiçoar a coordenação.
* Permitir a produção do prazer.

O ritmo na prosa

Em todas as línguas a fala possui ritmo, embora o seu ritmo dependa da natureza de cada língua. O português, o francês, ou o espanhol, por exemplo, integram-se no ritmo silábico no qual todas as sílabas tendem a articular-se durante um tempo aproximadamente igual. A língua inglesa pertence a um sistema rítmico cuja unidade mínima é o pé, constituído por uma ou mais sílabas. Neste caso são os pés que se pronunciam numa duração mais ou menos regular, o que significa que, por exemplo, num pé de quatro sílabas cada uma delas deva ser mais breve do que a sílaba, obviamente mais longa, de um pé monossilábico. O ritmo da fala inglesa apresenta-se assim num movimento de velocidades diferentes, percorrendo períodos semelhantes de tempo, mas cria-se também na tensão entre os acentos de intensidade - equivalentes ao ictus da prosódia clássica - que surgem, de uma maneira sistemática, na primeira sílaba de cada pé. Segundo M. A. K. Halliday, o pé descendente constitui um elemento da estrutura fonológica inglesa. Este acento pode também ser silencioso, mantendo-se o ritmo, de um modo sub-vocálico, tanto na consciência do falante como na do ouvinte: o chamado "silêncio rítmico".

A prosa é também provida de ritmo e Aristóteles afirma mesmo que o ritmo da prosa deve organizar-se em pés jambos - uma sílaba breve e uma longa - pois a cadência resultante da repetição desta alternância - a cadência jâmbica - seria a mais apropriada ao ritmo da fala.

O ritmo na poesia (poema)

O Ritmo apresenta-se de forma diferente no poema e na música, embora as duas artes apresentem afinidades e um tal parentesco histórico que chega-se a classificar um determinado gênero de poesia como lírico.

A música se rege pelo compasso, que é dividido em tempos.
O ritmo é representado, na pauta musical, pelas figuras (notas musicais e pausas).

No poema, há a figura da métrica que não é, como na música, uma regência implacável sobre o ritmo.

É o ritmo que dá beleza à música, na visão de muitos músicos, bem como ao poema, na visão de muitos poetas, como o simbolista francês Paul Verlaine, que em versos famosos diz: "Antes de tudo, música". Naturalmente, Verlaine se refere ao ritmo no poema, além dos efeitos sonoros que se pode atingir através do uso de vogais e consoantes. Aliás, o ritmo era caro a todo o Simbolismo.

O ritmo pode assumir importância tamanha no poema, que, mesmo um poeta vanguadista como Ezra Pound afirma que quando um poema se afasta muito da música, começa a degenerar. Também Maiakovski em "Como fazer versos" descreve como, a partir de uma percepção de um ritmo (como o do seu próprio caminhar), podemos transformar o ritmo em sons e palavras, logo em versos.

É interessante notar que, a partir da poesia do também simbolista Mallarmé, a noção de ritmo pode não estar mais alinhada à noção de verso, inclusive, podendo adistribuição espacial do texto poético na página determinar o seu ritmo de leitura, embora possa-se contestar a isto afirmando que esta distribuição espacial apenas delimite as pausas de leitura entre um verso (livre) e outro. Apesar da delimitação de pausas em uma página, explorando os seus espaços em branco e criando uma espécie de pauta, aí está o ritmo poético novamente.

Fonte: wikipedia